O meu canto é do Povo!
O meu canto é o meu viver!
Dizem que eu encanto tanto,
que do Povo eu não posso ser… (Bis)

Sou do Norte!
Doçura e força me atravessam…
Faço a sorte,
promessa de vida, é a minha morte…

Tenho um quê de elegância…
O meu convívio é tão plural!
Mas toda a minha fragância
vem do campo e é floral!

Vestidos de seda gosto de vestir;
Cabelos à solta;
Pé descalço, a sentir
A vida que trago à canção,
P’ra Alma servir!

O meu canto é do Povo!
O meu canto é o meu viver!
Dizem que eu encanto tanto,
Que do Povo eu não posso ser… (Bis)

Quem serei eu, afinal?
Se o Fado triste não me encontrou…
Serei eu uma Estrangeira?
Ou simplesmente quem eu sou!? (Bis)

Não venho defender a tradição;
nem tão pouco a modernidade.
Exalo de mim o cheiro dos cravos…
Sou criação em Liberdade!
A minha Arte não tem cor, raça ou etnia,
a minha Arte tem paixão,
vibração,
Poesia!
Trago-vos canções, que ao meu jeito,
me surgem simples no instinto.
Pinto-as, com as cores da emoção…
Pinto-as, da verdade que sinto…
Não me importam mais os que dizem
que para todos não podem ser!
Creio, que por aí hei-de encontrar um Povo,
que me dê colo,
Para eu crescer!

O meu canto é do Povo!
O meu canto é do Povo!
O meu canto é do Povo!
O meu canto é do Povo!
Cati Freitas - Letra e Música
Tiago Costa - Piano e Teclados
Frederico Heliodoro - Baixo e Contrabaixo
Conrado Goys - Guitarras
Felipe Roseno - Percussão