Cati Freitas

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Tenho em mim uma alegria.

Tenho em mim uma alegria. Uma comichão no ventre. Uma pele arrepiada e um suor que me surge em gotas.
Só podem ser os sorrisos que me transbordam pela pele, antes mesmo da gargalhada que me expande as costelas. É o Minho e as suas águas, a baterem nos meus calcanhares, a estalarem os meus ossos. É esta frescura que me entra, pelo bruto até ao éter. São as nuvens que bailam. Os sonhos que que se espalham como espuma. Um vai e vem sonoro que, ora dentro ora fora, os revela da profundidade. Um ganho de lanço à medida que a abundância lhes chega. A areia e os passos da identidade. As ondas, os salpicos da crista, que vêm diretos à minha língua. Sou eu, aqui, sem resguardos, emprestando-me ao sol, esperando o instante em que ele me suga e me pendura na linha do horizonte. Nua, fértil e sólida.

 - Cati Freitas -

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